WTC Comitê de CHROs: As melhores práticas de RH para Integração em Momentos de Isolamento


Postado em 21 de abril de 2020

Na manhã de hoje, o WTC São Paulo Business Club reuniu um seleto grupo de profissionais de RH das principais empresas do país, para uma troca de boas práticas de atuação no cenário atual. Para compor o painel de conteúdo, o encontro contou com a presença de Glaucimar Peticov (Diretora Executiva do Banco Bradesco), Eduardo Marques (Diretor Executivo de Pessoas e Sustentabilidade do Grupo Fleury) e Camila Almeida (Diretora de Pessoas da Azul Linhas Aéreas Brasileiras). O debate, comandado por Sofia Esteves (Presidente do Conselho da Cia de Talentos) e Paula Benevides (VP de desenvolvimento humano e organizacional Raízen), tinha por objetivo dividir os desafios da gestão à distância e pontuar oportunidades a serem exploradas nesse período.Abrindo a discussão, Glaucimar trouxe percepções realizadas pelo banco Bradesco, empresa que não atuava com o home office como frente ativa. A comunicação nesse momento de adaptação foi fundamental para que fossem compartilhadas dicas e orientações para líderes e todos os funcionários.É essencial que aconteça uma aproximação entre todos os colaboradores. Uma comunicação de maneira posicionada, a fim de transmitir segurança aos colaboradores neste momento de tanta incerteza, também têm sido um alvo importante nas empresas.Seguindo o debate, Eduardo dividiu os obstáculos enfrentados pelo Grupo Fleury, empresa do setor da saúde que está na linha de frente na conjuntura atual. A primeira premissa foi de entender as diferentes realidades entre os funcionários, já que parte deles continuam trabalhando em laboratórios para atender pacientes com doenças crônicas que precisam de continuidade, ou pacientes com a Covid-19. Garantir a saúde desses e dos outros funcionários exigem medidas diferentes, e a comunicação ativa nesse processo foi fundamental.Essa crise acelerou também a transformação digital dentro de muitas empresas, uma vez que todos os conteúdos e interações internas e externas passaram a acontecer de forma digitalizada. Apesar dessa dificuldade relacionada a forma de atuação, o momento de buscar soluções e alternativas com um objetivo único, aflora nos colaboradores um maior senso de propósito e responsabilidade sobre a empresa que trabalham. Esse sentimento é indispensável em um momento como esse, e essa dinâmica causa uma maior aproximação de times e áreas das empresas, abrindo espaço para oportunidades de se realizar iniciativas.Fechando o painel, Camila compartilhou as soluções pensadas pela Azul, empresa que atua em um dos primeiros setores afetados pela crise. O impacto no setor aéreo reduziu a quantidade de voos diários feito pela empresa, e hoje a maioria desses voos acontece com a finalidade de transportar cargas relacionadas ao aumento do e-commerce, transporte de remédios e de exames. A comunicação interna da empresa está muito voltada para práticas dentro da realidade de isolamento social, e para a tentativa de manter a rotina mesmo com reuniões acontecendo via ferramentas virtuais. Sugestões de novas medidas no sentido de contribuir para o impacto financeiro da empresa foram divididas no debate, visando sempre manter o cuidado com a saúde em primeiro lugar. A Azul tem feito um monitoramento dos colaboradores que pertencem ao grupo de risco da doença Covid-19 e suas respectivas famílias.Outras dores divididas no debate foram sobre quais as melhores práticas realizadas quando o desligamento é inevitável, dicas de como deixar esse momento menos traumático e como trazer segurança para as pessoas nesse cenário de incerteza.Lidar com o imprevisível traz diversos questionamentos para as tomadas de decisão de uma empresa, mas também abre oportunidades. É importante que cada empresa encontre sua forma de registrar os aprendizados que esse período têm proporcionado, como a simplificação de muitos processos e flexibilização de muitos negócios.O retorno a normalidade é uma certeza e a realidade pós crise será diferente do cenário que vivíamos anteriormente. Um mix entre a realidade pré crise e os conhecimentos adquiridos agora irão moldar o modelo de trabalho futuro. Esse retorno acontecerá com a economia em inércia e deve ser realizado de forma gradativa, sempre priorizando a saúde e o cuidado de todos.