WTC Comitê de CIOs + CHROs|Home Office: Comportamento x Tecnologia


Postado em 15 de abril de 2020

A tecnologia que nos cegava, é a mesma que está salvado a sociedade atualmente. O panorama mundial está está permitindo explorar outras dimensões entre a tecnologia e as pessoas, e é perceptível que a relação entre o homem e a internet nunca mais será a mesma. Mas o que exatamente muda depois da crise? Quais comportamentos irão perdurar?

Na última terça-feira, o WTC São Paulo Business Club reuniu um seleto grupo executivos, com o objetivo de debater o impacto da tecnologia no mercado de trabalho em um momento de isolamento social. Para compor o painel de conteúdo, José Amaro (CHRO da Ticket), e Laércio Albuquerque (Presidente da Cisco no Brasil), dividiram os principais desafios e oportunidades criadas pela transformação digital, que foi acelerada pela crise na grande maioria das empresas.
Abrindo a discussão, José Amaro compartilhou práticas referentes à cultura nesse período. Ele destacou que os principais problemas causados pelo home office no momento são na verdade causados pelo isolamento social, não pela prática em si. Defendeu que esse modelo de trabalho, em um cenário de estabilidade social, possibilita um maior equilíbrio na vida dos colaboradores. Esse equilíbrio é resultado da economia de tempo e recursos, aumento da autonomia e flexibilidade que o home office viabiliza.
Foi pontuada também a importância de manter vivo o desenvolvimento de todos os colaboradores de uma instituição, e como as empresas devem criar infraestrutura para essa capacitação. A interação entre os colaboradores, e o autodesenvolvimento constante contribuem para a retenção de talentos e o aumento da produtividade.
Dando continuidade ao debate, Laércio pontuou as principais mudanças que irão perdurar depois da crise. O futuro do trabalho não tem relação com o lugar que o trabalhador está, e sim com o que ele faz. Esse paradigma está sendo quebrado a medida que a cultura do home office é implantada.
Isso não significa o fim dos escritórios. É perceptível também que muitas atividades necessitam de um mesmo espaço físico, e que nenhuma tecnologia é capaz de mudar isso. Ou seja, a realidade pós crise será um meio termo entre o pessoal e o virtual.
Trabalhar de onde quiser é uma realidade bem diferente do que a obrigação de se trabalhar de casa, forçada pelo cenário atual. Esse momento de contato virtual está permitindo explorar outras dimensões e acima de tudo, criando oportunidades.