Logística: Como bons processos podem trazer ganhos financeiros e confiabilidade?


Postado em 10 de julho de 2017

Separamos um case de uma empresa que otimizou processos na área logística e rapidamente viram resultados acentuados. Conseguiram reduzir 18.9% dos gastos em combustível e reduziram o atraso médio das entregas em 32.3%.

 

Aplicando o Ciclo PDCA à logística:

 

Uma empresa do setor alimentício que produz e transporta carnes passava diariamente por uma série problemas: clientes reclamavam da demora nas entregas; gestores não sabiam quais cargas compunham os caminhões; os gastos em combustível e manutenção eram excessivos; e etc. A empresa sofria com carências organizacionais, gerenciais e operacionais.

Num primeiro momento, dentre os desafios enfrentados pela empresa, elencaram como prioridade resolver os atrasos na entrega dos produtos aos clientes. Apesar dos pontos a melhorar se orgulhavam por promover um alto nível de serviço com carnes frescas e de alta qualidade.

O Ciclo é dividido em quatro etapas: Plan (planejamento); Do (execução); Check (verificar e analisar); Action (agir e corrigir). Para solucionar esses problemas, aplicaram a metodologia do Ciclo PDCA aliada ao uso de novas tecnologia e compartilharam o resultado.

Confira uma síntese das mudanças:

 

Etapa 1: Planejamento – o que fazer com o problema identificado?

 

  • Objetivo: reduzir tempo de atraso nas entregas de 45.8% para 15%.

Problema: Os pedidos acumulavam e havia pouco controle quanto a distribuição entre os caminhões. Os motoristas recebiam uma listagem com os endereços dos clientes e tinham autonomia para decidir a ordem das entregas. Não era incomum receberem ligações dos clientes questionando atrasos nos pedidos.

Planejamento: O gestor de logística resolveu assumir o planejamento. Ficou responsável por traçar as diretrizes tático-operacionais capazes de padronizar e otimizar a operação e melhorar significativamente a comunicação da equipe para resolução do problema. Uma das estratégias delimitadas nessa etapa foi a implantação de um sistema de inteligência artificial para gestão de frotas que fornece análises em tempo real.

 

Etapa 2:  Execução – Agir de acordo com as metas traçadas no planejamento

 

  • Plano de ação: planejar as rotas de maneira mais eficiente

 

A partir das diretrizes estratégicas e do escopo tático desenvolvido pelos gestores era necessário transformar ideias em práticas.

Os gestores passaram a definir as rotas a partir de uma tecnologia que traçava os melhores caminhos para cada carro cumprir no dia. O sistema leva em consideração as restrições da empresa. Era necessário priorizar o horário dos clientes pois neste setor não é possível fazer as entregas durante o horário de pico comercial. Cada um dos motoristas passou a receber pela manhã as rotas traçadas, detalhando: a sequência das visitas; previsões de chegada; trânsito nas vias; e etc. Essas previsões eram repassadas aos clientes o que dava mais visibilidade a eles deixando-os mais tranquilos.

Após o período de adaptação, os funcionários perceberam uma maior profissionalização da empresa e passaram a ser cobrados e reconhecidos por parâmetros mais transparentes.

 

Etapa 3: Checar – Confirmar se as metas foram atingidas

 

  • Objetivo: analisar se houve eficiência e eficácia dos processos implantados

 

O próprio sistema fornece os indicadores e métricas envolvidos no processo. Alguns dos dados que mais se destacam:

  1. O atraso médio das visitas melhorou expressivamente alcançando a meta desejada (de 45.8% para 13.5%).
  2. Os custos com combustível reduziram (18.9%)
  3. A quilometragem dirigida fora da rota traçada foi mínima (8%);
  4. O tempo que as rotas duraram frente ao estimado foi controlado (9.3%);
  5. O aumento de produtividade permitiu que cada condutor fizesse mais entregas (6.5% por carro)

 

Etapa 4: Agir – Implantação de boas práticas que garantem a solução do problema

 

  • Objetivo: implantar ações corretivas e padronizar os processos que deram certo.

 

Os gestores passaram a agir diariamente quando necessário. Alguns exemplos: ligavam para os motoristas assim que saiam da rota; avisavam os clientes antecipadamente em caso de mudanças na previsão de entrega; passavam feedback’s aos motoristas bonificando aqueles que melhor dirigiam os carros; etc.

 

Conclusão

O Ciclo PDCA deve ser encarado como uma filosofia empresarial em que o ciclo deve “rodar” constantemente. A não execução de uma das etapas ou passar apenas uma vez pelo ciclo pouco garante a melhoria contínua, proposta da metodologia.

 

Sobre o Autor:

A Cobli, empresa de IoT, oferece um sistema de ponta que possibilita acompanhar em tempo real informações úteis e tratadas sobre a logística. Por meio de tecnologia avançada é possível rastrear os veículos, planejar rotas exatas, acompanhar o modo de condução dos motoristas, reduzir gastos com combustível, acidentes, multas e manutenção em mais de 20% já no 2º mês de uso. É a primeira empresa da América Latina a conquistar o prêmio Harvard New Venture da Universidade de Harvard (2016) e, ganharam por dois anos consecutivos (2015-2016), o prêmio de Inovação em telecomunicações concedido pela Telesíntese.