Executivos de Finanças se reúnem no WTC Club para debater sobre a Reforma Tributária


Postado em 28 de março de 2017

No último dia 17 de Fevereiro o WTC Business Club realizou seu primeiro Fórum de CFOs, focado exclusivamente para Vice-presidentes e Diretores de Finanças das maiores empresas do país. Dentro de uma agenda crítica e imperativa, tratou-se de um dos mais eminentes temas: a Reforma Tributária. Para nortear o tema junto com os mais de 40 presentes, formou-se um painel de peso com Alexandre Almeida – National Tax Partner da Mazars, João Saretta – CFO da M.Cassab, Luis Menezes – Superintendente da Marsh, Wilson Fernandes – CFO da Iron Mountain.
Em análise realizada pelo WTC Pesquisa, mais de 94% dos CFOs presentes acreditam na retomada do crescimento brasileiro no biênio 2017/2018. Da mesma forma, acreditam que essa mudança só se dará por meio de reformas, sendo a Reforma Trabalhista a mais crucial e que trará mais impactos na realidade das empresas.
O Sistema Tributário Brasileiro vem de 1967, sendo um dos mais complexos, quando comparado aos demais sistemas da América Latina. São 84 impostos, contribuições e taxas. A carga tributária brasileira refere a 36% do PIB. Em média, são 2600 horas gastas em um departamento financeiro somente com obrigações tributárias.
Através do debate e dos diálogos gerados entre os CFOs, a simplificação do Sistema Tributário Brasileiro mitigaria erros, aceleraria processos, facilitaria a fiscalização. A Reforma eliminaria a guerra fiscal, aumentaria a formalidade e cooperaria para uma maior inclusão de mais contribuintes. Desta forma, o cenário de maior uniformidade de critérios e procedimentos para a Federação.
Parte crítica da retomada do crescimento e da idealização de um novo Brasil está inserida em um cada vez mais uno contexto econômico e político. A Reforma Tributária, tida como essencial para a desburocratização do sistema brasileiro, precisará ser não somente mais simples, mas, principalmente, ser referência de um ambiente coerente e transparente entre a relação da União com os grupos empresariais.

Por Gustavo Rufo (WTC Business Club)