Zurich debate sobre Inovação Disruptiva


Postado em 27 de setembro de 2016

No dia 15 de setembro, a Zurich promoveu a 7ª Edição do Zurich Corporate Conference, evento que teve como objetivo entender riscos e analisar precauções no setor de seguros. Com o tema “Inovação Disruptiva”, a companhia inovou ao apresentar um jogo que utiliza a realidade virtual, além de discutir sobre inovação e parcerias para o mercado. Emanuel Baltis, CEO Global Corporate da Zurich no Brasil, conta que o intuito foi mostrar as tendências acerca do tema e despertas nas empresas a percepção de que elas podem formar parcerias que visam inovar no ambiente de trabalho. “Avaliamos como as inovações advindas das novas tecnologias e startups influenciam nossa economia e sociedade. Afinal, muitas destas novidades alteram padrões existentes e geram perguntas em diversos setores, não sendo diferente no segmento de seguros, que ainda busca respostas para muitos destes casos”, declara.

No evento, a Zurich apresentou a sua própria versão de jogo que aplica realidade virtual. Desenvolvido sob o conceito de gamification, cuja essência é utilizar estratégias de interação lúdica para estimular o conhecimento, e denominado Zurich Virtual Go, o jogo disponibiliza um treinamento diferenciado de novas metodologias de análise de riscos.

emanuel-baltis“O Zurich Virtual Go tem por objetivo fazer com que os participantes identifiquem os riscos existentes em uma fábrica. Esta ferramenta foi desenvolvida para ser usada em nossos treinamentos internos. Porém também é possível que, no futuro, venha a ser utilizada por clientes e corretores. Sem dúvida, é uma excelente atividade para entender como funciona nosso segmento e especialmente nossa companhia, afinal, somos reconhecidos internacionalmente por nossa expertise em análise e engenharia de riscos”, avalia Baltis.

Mercado

Para entender como estas inovações influenciam mercados e países, o encontro contou com a palestra do economista, doutor em economia pela Unicamp e professor do Programa de Mestrado Profissional da FGV/SP, Carlos Kawall, que trouxe balanço e reflexões sobre o desempenho da economia doméstica nos últimos anos e perspectiva para os próximos. “Dados os fatores que contribuem para que a recuperação econômica seja lenta, teremos, em 2017, uma recuperação pequena do PIB. Acredito em 0,5%, embora a média dos analistas aponte para alta de 1,2%. Ainda neste cenário, imaginamos que a Selic pode chegar a 10% ao final de 2017”, avalia. Mas, as perspectivas são positivas. “Assim como já saímos de diversas outras crises, com esta não será diferente”, ponderou o Kawall.

O evento contou ainda com a participação do estudioso sobre inovação, Hitendra Patel, que apresentou um panorama sobre a inegável inovação que as startups trouxeram para o ambiente de negócios. “O que não podemos deixar de observar é que estas influências levam cada vez menos tempo para alterar as dinâmicas de mercados antes estabelecidos. Isso nos prova que é preciso estar atento às mudanças, pois elas virão e teremos que aprender a nos adaptar a elas: tanto enquanto consumidores, quanto como companhias”, avalia.

Demonstrar como essas startups são criadas e como elas alteram dinâmicas econômicas de países e companhias foi a missão de André Monteiro, CEO do Innovators, que oferece capacitação para empreendedores brasileiros se tornarem competitivos e oferece suporte para grandes empresas que desejam inovar dentro de mercados consolidados. Monteiro explicou como criou uma rede de mais de seis mil startups, auxiliado dezenas delas a performarem com captação de investimentos, metodologias, estratégia e internacionalização de negócios globalmente inovadores. “Isso nos faz refletir o quanto as startups também influenciam na diminuição do período em que uma empresa precisa para estar entre as maiores do mundo, afinal, na década de 1960, o tempo médio para que o valor de uma companhia atingisse o patamar de estar entre as maiores do mundo era de 20 anos”, explica. “Hoje, este tempo pode ser reduzido para dois anos.”

Todas estas inovações trazem um mundo novo para diferentes mercados. E o mercado de seguros integra essa lista, passando a ter de entender quais desdobramentos as disrupções podem gerar, assim como meios de precificar os riscos que devem estar contidos em uma apólice de seguros. “Muitas variáveis influenciam este mercado e estas são compostas por perguntas às quais ainda não temos respostas”, avalia o Superintendente da área de Risk Engineering da Zurich, Carlos Cortés. Para ilustrar estas variáveis, Cortes apresentou um vídeo em que hackers atacam o computador de um carro através da conectividade à internet do sistema de entretenimento, permitindo desativar o sistema de aceleração e os freios, por exemplo. “Nestes casos, de quem seria a responsabilidade dos possíveis acidentes que esta ação pode causar?”, indaga o superintendente. “Embora ainda não tenhamos as respostas, acreditamos que o setor caminha para, cada vez mais rápido, estar apto para contribuir com estas avaliações”, diz Cortés.

Escrito por c q c s | Livia Montenegro Publicado em Seguros