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Artigos e Entrevistas

Bruno Bomeny fala sobre o WTC Business Club

Fonte: DCI - SP - FINANÇAS - 09/04/2010 - Davi Brandão

Talvez muitos não admitam, ou omitam, que um dos fatores importantes para trilhar uma carreira de sucesso é o quesito relacionamento. Tanto nas relações pessoais quanto nas profissionais, o chamado networking (fazer rede de relacionamentos) se mostra relevante e possibilita importantes nichos de negócios.

No Brasil, os clubes de negócios, formados principalmente por executivos e empresários, ganharam força nos últimos anos. É o caso do WTC Business Club, uma das unidades de negócios do grupo World Trade Center, que ganhou força a partir de 2007 e hoje soma cerca de 900 associados - São Paulo e Belo Horizonte -, com perspectivas de atingir mais de 1.500 membros até o fim deste ano.

Em entrevista ao Shopping News , Bruno Bomeny (na foto), presidente do WTC Business Club, comenta a evolução desta área de negócios e das atividades desenvolvidas pela entidade, que mantém parceria com empresas e empresários de diversas partes do globo, fator que, segundo ele, é um dos grandes diferenciais deste clube de negócios. Acompanhe.

O que é o WTC Business Club?

É uma das unidades do World Trade Center, que também é composto pelo WTC Towers, com 25 andares de salas de escritórios, pelo D&D Shopping, o maior shopping de decoração da América Latina, pelo WTC Sheraton, o nosso hotel cinco-estrelas, pelo centro de convenções, e pelo WTC Business Club. Somos um grupo de relacionamentos. Essa unidade é a única obrigatória, na World Trade Center Association, voltada para o comércio internacional, que marca sua presença em 100 países, em mais de 300 cidades,

Comente um pouco mais a presença da entidade no mundo.

Existem escritórios presentes em todos esses países para comentar o comércio internacional. A fundação foi criada em 1970, pela família Rockefeller, é totalmente apolítica e tem o intuito de fomentar o comércio internacional. Para dar uma ideia, antes da internet já existia uma rede internacional, e hoje é feito quase 1 bilhão de transações através dessa rede, com cerca de 500 mil empresas associadas.

Mas essa área de negócios era pouco explorada por vocês, pois parece que o clube é algo mais recente, certo?

No Brasil começamos a fazer um trabalho forte em 2007, pois antes era uma unidade da área de marketing. Não tínhamos muitos associados e trabalhávamos com poucos eventos. Nos últimos tempos esse segmento de relacionamento se fortaleceu no País, e vimos abrir-se um novo nicho de mercado. Hoje, temos 16 comitês - cada um com um presidente - e estamos abrindo um novo comitê: o de Copa do Mundo e Olimpíadas, e um outro, de Governança Corporativa. Também temos um conselho, composto por 70 presidentes de empresa.

Quantos são os associados hoje, e como se trabalha para a expansão deste clube de negócios?

Hoje estamos com 700 associados em São Paulo. Somente no último mês tivemos uma adesão de 40 novos executivos. Estamos em um processo de expansão: abrimos uma nova unidade em Belo Horizonte, onde já contamos com 200 associados. Também temos projetos para o interior de São Paulo, onde visualizamos uma unidade em Campinas. Mas nossa ideia é apresentar a proposta do Clube de Negócios, e depois pensar no empreendimento. Temos de fazer um trabalho para detectar o que as cidades necessitam, e posteriormente fazer o plano de ação.

Você se referiu a uma divisão de comitês. Qual seria o de maior peso de participantes?

É o de finanças, mas acabo visualizando um equilíbrio nos demais. Fazemos eventos para todos, mas um dos grandes problemas está na agenda dos associados, que por vezes não têm tempo para participar dos encontros de discussões.

As mulheres e os jovens também possuem comitês especiais, tendo em vista a ascensão de ambos os públicos no mercado empresarial?

Sim. Tínhamos um clube formado por mulheres, e estamos retomando o projeto; e os jovens também possuem suas confrarias. De fato, hoje muitos jovens presidem grandes empresas, e os encontros são interessantes para troca de experiências.

Como funciona a prospecção de novos associados para o clube?

Hoje trabalhamos com um programa para jovens universitários. Trazemos trainees, que participam das campanhas semestrais de captação. Temos um planejamento de carreira aos que se destacam, e outros conseguem se projetar no mercado através das redes de relacionamento que adquirem. Uma ideia para o futuro é termos estes jovens à frente de novos clubes empresariais, montados em outras cidades do País.

Nos últimos tempos, os clubes de negócios ganharam força no Brasil, certo? Qual seria o principal diferencial do WTC Business Club em relação à concorrência?

É verdade, mas também não temos tantos assim. O nosso principal diferencial é que possuímos grandes parceiros, e isso extrapola o território nacional. Por termos presença em outros países, conseguimos apresentar aos nossos associados eventos com grandes executivos internacionais, além, é claro, dos grandes nomes nacionais. Conseguimos trazer empresários e investidores para participar de nossas feiras e eventos, em que efetivam negócios importantes e passam a conhecer a cidade de São Paulo, uma capital que reserva muitíssimas e excelentes opções culturais. Para tanto, temos um bom relacionamento com entidades diplomáticas e também com instituições de difusão do turismo da capital paulistana.

Em 2009, a discussão entre o empresariado era uma só: a crise financeira mundial. E neste ano, como você analisa a intensidade das discussões, tendo em vista que, além de Copa do Mundo, teremos eleições, fato que também projeta mudanças para o País?

As perspectivas para o Brasil são positivas, tendo em vista que o mundo está discutindo o nosso país. O mercado encontra-se em um momento aquecido, e certamente teremos as exportações elevadas. Sem dúvida que no ano passado a grande discussão girava em torno da crise financeira que mexeu com o mundo todo. Mas, neste ano, vejo que os presidentes de empresa - que são participantes de nosso conselho - estão otimistas, independentemente do nome daquele que será o futuro presidente do País. Tivemos esse momento de crise no mundo, mas felizmente não sentimos efeitos maiores no Brasil, e a curva de negócios das empresas se mostra em vertentes positivas.

Quais são as metas do WTC Business Club este ano?

Nós temos registrado um crescimento do número de nossos associados. Se somarmos São Paulo e Belo Horizonte, atingimos 900 associados, e até o fim do ano projetamos chegar a 1.500 membros. Também estamos na disputa para sediar a General Assembly, evento que reúne membros - delegados e presidentes dos WTCs do mundo -, que irá acontecer no próximo ano. A resposta deverá estar definida dentro dos próximos 30 dias.

 

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