Todos nós vemos inúmeros artigos e comentários sobre o investimento em Capital Humano: que é imprescindível; que representa o maior ativo da organização; que diferencia as empresas nas épocas boas e nas crises. Seguindo esta cartilha, os gestores de RH investem pesado no desenvolvimento profissional. Cursos, treinamentos, MBAs e Programas de Coaching fazem parte de um vasto cardápio. Gasta-se muito tempo, dinheiro e energia para desenvolver os talentos de maneira a se tornarem, simplesmente, os melhores.
Aí vem o paradoxo. Você aumentou muito a empregabilidade do seu executivo e o tornou extremamente atraente para seus concorrentes. Se por um lado, o investimento no próprio desenvolvimento do executivo é uma poderosa arma para retê-lo, por outro lado, novos desafios em outra empresa têm um grande poder de sedução.
Em recente pesquisa, apenas um de cada três executivos se diz muito satisfeito com seu desenvolvimento profissional dentro da empresa. Chegamos então à conclusão que os programas tradicionais de salários e benefícios não são mais suficientes para retenção dos profissionais.
Você sabe há quanto tempo seu executivo está com a mesma equipe e fazendo as mesmas coisas? Ora, imagine almoçar o mesmo macarrão com o mesmo molho durante uma semana. Agora imagine fazer o mesmo trabalho anos a fio. É maçante, desgastante e pouco atrativo.
Qual seria então a estratégia mais adequada?
• Continuar com a evolução vertical, oferecendo promoções sempre que possível;
• Desenvolver um sistema de “Job Rotation” eficiente dentro ou fora do próprio país, uma vez que experiências ou períodos no exterior têm enorme atratividade;
• Oferta constante de novos desafios, passando por reestruturação de cargos, ampliação de responsabilidades e inovações também são recomendados.
Para desenvolver essas estratégias, na maioria das vezes, é preciso de uma mudança apenas discreta de atitude. Claro que esta postura também aumenta a empregabilidade, mas a idéia central é deixar o executivo tão envolvido com a própria empresa e seus desafios, que ele não se interesse por ouvir novas propostas.