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Notícias
Crise deve fortalecer o Brasil no mercado mundial
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Discutir ações de desenvolvimento do Brasil é sempre um assunto em pauta para os conselheiros do WTC Clube de Negócios. No último encontro, eles receberam Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&FBovespa que falou sobre a crise econômica mundial. Mesmo com o pessimismo vivenciado pelo mercado atualmente, Edemir trouxe como boa notícia o fato da crise dar ao Brasil a oportunidade de sair da condição de pais emergente e passar a liderança.
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Isto porque, depois de passar por tantos momentos de crise, o Brasil está preparado para enfrentar mais uma. “A situação do País é completamente diferente do passado com a eliminação da dívida pública e do indexador cambial. Apresenta ainda superávit primário, conseguiu uma arrecadação recorde, tem capacidade de gasto público, supervisão e monitoramento, elevado nível de depósitos compulsórios, financiamentos de longo prazo e setoriais e o marco regulatório conservador. Por tudo isso, o nível de alavancagem dos bancos brasileiros é exemplo”, concluiu o executivo.
Outro ponto favorável é a postura pró-ativa do Banco Central que tem feito financiamentos emergenciais, descontos no recolhimento compulsório dos bancos e leilões de dólares. |
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Soluções possíveis
Edemir citou seis pontos muito importantes para a superação da crise. São eles: pragmatismo, liderança, determinação, confiança, ação coordenada de forma multilateral e consolidadora, iniciativa política e não ideológica de forma sistêmica e abrangente.
Dentro dessas possibilidades, ele listou algumas respostas objetivas como redução do pânico, restabelecimento da confiança no sistema, desobstrução de crédito interbancário, solvência das instituições, financiamento às empresas, corte de taxas de juros, combate à recessão, vitalidade da economia real, entre outras.
Para ele “a grande virada vai ser o aumento do consumo americano”. Edemir explicou ainda que essa crise fez com que todo o mercado repensasse questões sobre regulação do setor e também as formas como os negócios vem sendo realizados. “É preciso inovar, ter criatividade sim, mas repensar e avaliar os procedimentos e aperfeiçoá-los sempre”.
Futuro
O cenário vai ser diverso e inovador com rebalanceamento dos centros de poder. “O maior papel deve ser do Governo que deve exercer maior presença do Estado como forma de disciplinar os mercados”. Haverá ainda maior participação dos países emergentes. “Aqui vale um destaque para o Brasil. Temos uma grande oportunidade de sair da condição de emergente”. Além disso, haverá maior regulação e supervisão com conseqüente consolidação do setor bancário. “Eu acredito que outros setores no Brasil também serão consolidados como o farmacêutico”, finalizou Edemir.
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Reportagem de Regina Jorge |
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03/11/08
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