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Artigos e Entrevistas
Imagem única para gigante pela própria natureza
João Geraldo Ferreira, vice-presidente da GE no Brasil, fala sobre sua missão, dia-a-dia e expectativas
Por Regina Jorge
Ele recebeu a missão de construir a área de marketing corporativo no Brasil e na América Latina da segunda marca mais valiosa do mundo segundo pesquisa da consultoria Milward Brown. O conglomerado industrial, financeiro e de meios de comunicação General Electric é formado por seis unidades de negócios, está presente em mais de 100 países e emprega cerca de 320 mil pessoas em todo o mundo. E este ano Ferreira assumiu mais um desafio: presidir o Comitê de Diretores e Vice-Presidentes de Marketing do WTC Clube de Negócios que reúne mensalmente executivos de grandes empresas nacionais e multinacionais como Intel, Sky, Nívea, SAP, entre outras.
Qual sua missão na GE?
Há exatamente um ano, quando assumi a inédita posição, recebi uma página em branco. Minha missão era construir a área de marketing corporativo da empresa aqui e na América Latina. Para isso, meu planejamento foi sustentado em três pilares: criação de uma identidade institucional, capacitação das pessoas do marketing e investimento na área comercial. Esse último vem sendo trabalhado de forma contínua até hoje. Isto porque a diversidade de atuação da GE gera inúmeras interfaces com seus clientes das mais diversas áreas. As pessoas vêem a GE como uma empresa muito fragmentada. Precisamos mostrar que oferecemos soluções integradas e não somente produtos. Neste sentido, meu trabalho é entender como a marca é percebida pelo consumidor e também pelas empresas parceiras de negócio. A GE precisa ter uma imagem única.
Qual o segmento de mercado mais importante para a GE no Brasil?
Temos registrado crescimento de todos os negócios da empresa no Brasil. Afinal, a GE não tem seu pilar de sustentação somente em um segmento. Mas, sem dúvida, infra-estrutura, especificamente energia, é a área que mais cresce e é responsável pelos excelentes resultados do Brasil e da região.
Qual a posição do Brasil e da América Latina no ranking mundial da empresa?
O Brasil, assim como a América Latina, são focos da GE e existe uma representatividade estratégica que os posicionam de forma favorável no contexto mundial, principalmente neste momento de crise nos Estados Unidos. O trimestre foi altamente positivo para a América Latina e para o Brasil. Registramos um crescimento de 87% com relação ao mesmo período do ano passado. Já a América Latina cresceu 36%. A região deve dobrar o negócio de 2007 a 2010. Ou seja, deve sair de um faturamento de US$ 6 bilhões para US$ 12 bilhões. E o Brasil é um pilar extremamente importante para esse crescimento.
Você acredita que a existência de uma área de marketing corporativo agregou valor à marca? Por que?
O marketing corporativo cria sinergia nos negócios da GE. Trabalhamos para que exista uma convergência dentro da própria GE e da empresa em relação aos seus clientes. Por meio desta sinergia, a empresa é capaz de trabalhar de uma forma integrada com seus clientes.
Quais os assuntos que pretende discutir Comitê de Diretores e VP’s de Marketing?
O capital humano é o grande diferencial das empresas e foi minha primeira sugestão. Acredito que devemos nos preocupar não somente em encontrar os melhores profissionais do mercado, mas principalmente em saber lidar com a escassez de pessoas com perfil diferenciado e com a retenção delas. Outra idéia é que os executivos apresentem cases e também a empresa que representam para que, efetivamente, possamos identificar oportunidades de negócios.
08 de agosto de 2008
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