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Seminário mostrou oportunidades de negócios nos Emirados Árabes

Os mais de 70 executivos presentes receberam informações valiosas como crescimento da economia, turismo de negócios, questão política fiscal e de incentivos e muito mais.

Discutir os desafios da educação no Brasil, um dos assuntos mais importantes para o desenvolvimento do País, foi a missão dos conselheiros do WTC Clube de Negócios no dia 11 de agosto.

E, para apresentar a questão em profundidade, eles receberam Claudia Costin, vice-presidente da Fundação Victor Civita, ex-ministra da Administração Federal e Reforma do Estado e ex-secretária de Cultura do Estado de São Paulo.

 

Dr. Ozires deu início ao Seminário questionando os motivos pelos quais o Brasil não participa mais ativamente do comércio internacional. “O Brasil precisa estar mais presente, planejar viagens para trazer resultados efetivos. Hoje, nossa planta de exportação é basicamente commodities”.  Para exemplificar que é possível o País ampliar as exportações, Dr. Ozires comentou que a Embraer hoje exporta 97% da sua produção e o Oriente Médio é o 2º maior comprador. “O mercado externo não é mais opção. Deve ser objeto estratégico das empresas”.

 

Para apresentar detalhes sobre o crescimento em infra-estrutura de Dubai foi convidado Ralf Aasmann, diretor geral da Emirates no Brasil, uma das principais companhias aéreas e a que mais cresce no mundo. Ele ressaltou o enorme crescimento desse que é apenas um dos sete Emirados Árabes, cuja capital é Abu Dhabi. Dubai é o segundo maior Emirado e tem 80% de sua população composta por estrangeiros. Ele apresentou os principais pontos do Emirado e sua magnitude como o hotel Burj Al Arab, o único considerado sete estrelas do mundo e símbolo de Dubai.

 

Falou também sobre a inauguração do aeroporto este mês que está preparado para receber até cinco Airbus 380 simultaneamente e com capacidade para 35 milhões de passageiros/ano.

 

E, para integrar ainda mais as duas comunidades – brasileiros e árabes – a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira está tentando abrir uma universidade brasileira em Dubai. Essa foi uma das notícias trazidas por Michel Alaby, secretário geral e diretor de comércio exterior da entidade. Ele apresentou ainda dicas fundamentais para fechar negócios com os árabes como seus costumes, religião, política, ambiente de negócios, dados financeiros, impostos, leis trabalhistas, entre outras.

 

Segundo Alaby, a população dos Emirados Árabes é jovem, crescente e rica o que amplia ainda mais o consumo. E a participação do Brasil nesse mercado ainda insipiente. Ele representa somente 0,2% dos US$ 172,5 bilhões gastos com exportações. “Vale lembrar que estando nos Emirados, a empresa pode trabalhar com os demais países da comunidade como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Omã e Kuwait. Além disso, o risco empresarial e político é inexistente. É, sem dúvida, uma grande oportunidade de negócio para o Brasil”. 

 

Quem também está apostando neste enorme mercado é a Apex que já tem sede na Zona Franca dos Emirados com o objetivo de ajudar o Brasil a se firmar no país. Segundo Gilberto Lima Junior, coordenador regional de eventos da entidade, o volume das exportações brasileiras aumentou cerca de 30% desde 2004. Os produtos com maior participação são: aviões (com 1.126% de crescimento), sucos de frutas, produtos metalúrgicos (cresceu 80%), carne suína e metais não ferrosos. “Temos oportunidade de crescimento de exportações em madeira e móveis. O grande desafio é atingir os arquitetos que padronizam a decoração dos complexos hoteleiros”.

 

E para conquistar esse resultado, a Apex tem levado empresas brasileiras para participarem de várias feiras e eventos nos Emirados. Somente este ano foram onze eventos em diferentes segmentos de mercado como material de limpeza, médico/odontológico, calçados, frutas, autopeças, cosméticos, produtos para hotelaria e construção, jóias e móveis.

 

E a ADVB não poderia estar fora desse mercado. “Decidimos entrar em Dubai devido ser uma conexão com o mundo sob outro formato. É também uma responsabilidade com o comércio muito mais do que um desejo de uma entidade que se expande num processo de internacionalização”, afirmou Agostinho Turbian também presente no Seminário.

 

Pontapé inicial para fazer negócios nos Emirados Árabes
Para ajudar ainda mais os empresários brasileiros a participar do lucrativo mercado dos Emirados Árabes, o WTC Clube de Negócios promoverá uma missão comercial para Dubai entre os dias 5 e 10 de novembro. Representantes e associados de mais de 300 WTC´s do mundo estarão reunidos na 39º Assembly General, cujo tema será “Women as a Leader in International Business”. A agenda do evento contará com uma conferência com a Ministra da Economia dos Emirados Árabes, outra sobre Planejamento, Economia e Educação e a última sobre Paz e Estabilidade por Meio do Comércio.

Além do evento, os executivos que desejarem fazer reuniões com empresas de outros países, haverá à disposição o serviço de matchmaking on demand e missões comerciais

Reportagem de Regina Jorge

13/09/08

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