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Claudia Costin, vice-presidente da Fundação Victor Civita, ex-ministra da Administração Federal e Reforma do Estado e ex-secretária de Cultura do Estado de São Paulo.
Ela mostrou que o Brasil registrou sim um avanço importante no ensino fundamental. Hoje, 97% das crianças brasileiras estão na escola. Isso significa uma melhoria considerável com relação ao acesso à educação. Mas, sem dúvida, o País apresenta um cenário de universalização atrasado em relação aos demais países desenvolvidos e em desenvolvimento. Em 1930, o Brasil tinha somente 21% de suas crianças estudando, enquanto o Chile tinha 73% e a Argentina, 62%.
Medidas importantes adotadas a partir de meados da década de 90 contribuíram para o novo cenário de inclusão educacional. Foram elas: o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), o programa Bolsa-Escola, agora ampliado para Bolsa-Família, a diminuição do número de professores leigos, a implantação da TV Escola e a introdução de uma cultura de avaliação da educação.
Mas, para ela, falta avançar mais na consolidação destas medidas para garantir qualidade na educação. “De que adianta a criança estar na escola se temos professores totalmente despreparados. O professor é o grande maestro da escola e é ele quem rege o aprendizado dos alunos. Porém, as faculdades hoje formam analistas em educação e não professores preparados para ensinar”.
Por isso, Claudia reforça que a receita do sucesso é muito simples: bons centros de formação de professores que ensinem o aluno a ler, a escrever, a pensar com autonomia e a desenvolver raciocínio matemático. |